Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) apóia campanha para pacientes de DPOC e alerta para os perigos do tabagismo

No próximo dia 31 de maio, estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o Dia Mundial Sem Tabaco, a Associação Brasileira de Portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), com o apoio da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, promove a campanha “Haja Fôlego – Respire e Viva”, com plantão de médicos e atividades de reabilitação pulmonar no Parque Villa-Lobos.

A ação objetiva de conscientizar a população sobre a DPOC, que é um dos graves problemas respiratórios causados pelo tabagismo. As atividades serão gratuitas e incluem a presença de médicos e fisioterapeutas para esclarecer os interessados sobre a doença e ensinar exercícios básicos de reabilitação pulmonar.

DPOC

Segundo o Datasus, a DPOC afeta cerca de 5,5 milhões de brasileiros e mata mais de três pacientes por hora no Brasil. A doença, que engloba o enfisema pulmonar e a bronquite crônica, é caracterizada pela presença de sintomas respiratórios crônicos, tais como tosse, produção de catarro e falta de ar.

Além do tabagismo, sua principal causa, o fumo passivo ou o contato com a fumaça da combustão de carvão, muito comum no interior do país, são outros fatores de risco para a doença.

Uma vez instalada, a DPOC não volta atrás. Por isso, o ideal é que o diagnóstico seja feito o quanto antes para mantê-la estagnada.

Tabagismo

“Se depender única e exclusivamente da força de vontade do fumante,ele estará frente à estatística que aponta que apenas 5% das tentativas de abandono do tabagismo têm êxito”

A frase acima, de autoria do presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), dr. Rafael Stelmach, aponta a realidade vivida atualmente por mais de 1 bilhão de fumantes em todo o mundo. Mesmo com todos os recursos disponíveis no país, incluindo campanhas de conscientização, limitação de ambientes onde o fumo é permitido, além dos diferentes medicamentos, ainda é muito difícil evitar o início do vício ou fazer com que o fumante o abandone.

Quando, além da força de vontade, o paciente tiver acompanhamento médico e acesso a medicação e reposição de nicotina, suas chances de sucesso no abandono do cigarro aumentam para até 40%.

O cigarro

O cigarro possui mais de 4.700 substâncias tóxicas em sua composição, mas a responsável pela dependência química é a nicotina. Esta é um das principais causas para a dificuldade do abandono do vício.

“Nunca devemos obrigar alguém a tentar parar, mas é importantíssimo trazer informações suficientes para que o fumante possa, aos poucos, desenvolver o desejo de parar. Existem algumas maneiras de ajudar, que podem ir de um simples conselho até um tratamento medicamentoso com acompanhamento de profissionais especializados nesta tarefa”, esclarece o dr. Sérgio Ricardo Santos, coordenador do Núcleo de Apoio à Prevenção Cessação do Tabagismo (PrevFumo) da Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo.

Haja Fôlego – Respire e Viva
Dia: 31 de maio de 2006, quarta-feira
Horário: das 6h às 15h
Local: Parque Villa-Lobos, próximo ao portão principal
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001