Comprimido reúne quatro medicamentos em um só e deve ser utilizado na fase aguda da doença.

A Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) promove o 13º Congresso Paulista de Pneumologia e Tisiologia, de 19 a 22 de novembro de 2009. O evento reunirá especialistas em torno das principais questões que envolvem as doenças respiratórias, diagnósticos e tratamentos.

Uma delas é o novo esquema terapêutico contra tuberculose, que consiste em introduzir quatro medicamentos em um único comprimido, com dose fixa combinada (DFC). Essas quatro drogas farão parte da fase intensiva do tratamento, ou seja, os primeiros dois meses, explica dr. Fernando Fiúza de Melo, diretor do Instituto Clemente Ferreira e membro do comitê de assessoria técnico-científica do Programa Nacional de Tuberculose. O restante do tratamento, que dura mais quatro meses, continua sendo feito com as drogas usadas atualmente.

“Nesta segunda etapa, duas das quatro drogas iniciais do DFC continuam em uso em um outro comprimido, conhecido como ‘dois em um’, adotado no país na década de 80â€, explica dr. Fiuza. Ele esclarece que esse novo tratamento traz uma droga a mais do que as usadas atualmente. Cada comprimido contém rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol, medicamentos que agem sobre o bacilo de Koch, causador da tuberculose, explica.

Além de adequar o tratamento às normas internacionais, a inclusão de uma quarta droga no esquema básico, em um único comprimido, favorece a maior adesão ao tratamento com menor taxa de abandono do tratamento, e aumento das chances de cura. “Outro benefício é a redução da possibilidade de resistência medicamentosa, muito comum nos pacientes†declara dr. Sidney Bombarda, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, SPPT.